Evangelho de João Jo 1:1-18 Jo 1:19-39 Jo 1:35-51

Jo 1:1-18

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;
5 a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.

No princípio, conforme Gen 1:1, é o início da primeira criação e aqui em João o início da nova criação (II Cor 5:17);
O Verbo de Deus é distinto de Deus em si, mas tem uma relação pessoal muito intima com Ele; mais ainda, Ele participa da própria natureza de Deus porque o Verbo era Deus.
Deus é o criador, seu verbo é o agente. Podemos dizer que Jesus é o Criador: veja também Cl 1:16-20; Hb 1:1-3; 1Co 8:6.
Jesus é preexistente. Jesus não teve início no ventre de Maria. Ele já existia: veja também Fp 2:6 -11.
"Luz" é sinônimo de bondade e verdade e "trevas" de maldade e falsidade.
A luz é mais poderosa que a escuridão. São falsos os sistemas dualistas que concebem luz e trevas numa oposição igual e eterna. O "Bem" é eterno ao passo que o "mal" teve início e conforme a bíblia, de certa forma, terá fim (vai ser restrito).


6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7 Este veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos cressem por meio dele.
8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.

Abre-se um parênteses e fala de João Batista.
É importante lembrar que João Batista aqui citado não é o mesmo João que escreveu o Evangelho.
João Batista é reconhecido como a voz que clama no deserto lembrando que o Messias está próximo.


9 Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo.
10 Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu.

Afirmação da deidade de Cristo.


11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;
13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.

Veio para o que era seu (seu povo = Israel) mas os seus não o receberam (os judeus).
Quem recebe e crê que Jesus é Deus e enviado por Deus esses se tornam filhos de Deus (seu povo = igreja universal), não por vontade humana mas pela vontade de Deus.


15 João deu testemunho dele, e clamou, dizendo: Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim, passou adiante de mim; porque antes de mim ele já existia.

Novo parênteses para o testemunho de João Batista.


16 Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça.

Graça atrás de graça. Figuradamente como um oceano de graça donde vem uma onda de graça, seguida por outra onda de graça e assim sucessivamente.
Plenitude: plena deidade
Graça: favor imerecido


17 Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

Graça e verdade: misericórdia e fidelidade. Conforme Jesus afirmou, Ele não veio para alterar a lei (de Moisés) mas para completá-la.


18 Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.

Deus unigênito: gerado de Deus, declaração clara da deidade de Cristo.
A expressão "no seio" indica proximidade, um lugar de favor especial.

A vida eterna tem um duplo significado:

Primogênito: Entre os judeus, é aquele que tem a supremacia sobre tudo que é do seu pai. Não necessariamente o primeiro nascido. Veja Gn 41:51-52 (Gn. 48:20), Jr 31:9.

Luz: Pr 4:18; Sl 27:1; Is 59:9